segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arranque seu apêndice!

O processo na verdade foi muito rápido: em um dia eu senti uma dor muito forte do lado direito, e no outro dia a noite eu já estava sala de cirurgia, pelado, enquanto faziam um corte no meu abdomem e retiravam um orgão inútil e mal agradecido que eu abriguei por 20 anos dentro do meu corpo. Não, a ênfase ao "pelado" não foi para instigar a sua (você mulher) imaginação, é que foi realmente muito constrangedor o fato de eu ter que passar o pré, o intra e o pós operatório sem poder usar uma roupa decente. Porque aquelas roupinhas de hospitais nunca cobrem a bunda? Pretendo inciar um pretesto sobre isso, assim que eu puder mijar sozinho novamente.
Contudo, esse não é um post para falar da minha experiência cirurgica, mas uma campanha de erradicação dos apêndices. Pra que serve um apêndice? Se ele possuísse alguma função indispensável eu estaria morto agora, e, pelo contrário, eu me sinto muito vivo (de que outra forma, se não vivo, eu sentiria essa maldita fisgada na barriga toda vez que mexo a perna?), e vou, inclusive, viver muito mais tranquilo de hoje em diante, com a certeza de que nenhum apêndice vai inchar silenciosamente dentro do meu corpo e explodir, me presenteando com uma passagem só de ida para o outro mundo.
Meus filhos, por exemplo, arrancarão seus apêndices na primeira oportunidade. Se tiverem que arrancar um dente, se tiverem adenoide, fimose, QUALQUER COISA, eu aproveito a anestesia geral e mando arrancarem o apêndice. E aconselho que todos façam o mesmo com seus filhos. Ou melhor, aconselho que todos tirem seus apêndices independente das oportunidades... A cirurgia é simples, e você estaria evitando uma sucessão altamente desagradável de dores e vômitos.
A propósito, vamos aproveitar a deixa para arrancar todos os outros apêndices da nossa vida. Quantas não são as coisas que deixamos em nós/conosco apenas esperando o dia em que apodrecerão e terão que ser arrancadas a força? Aquele velho amor que não se consegue deixar pra trás, aquele lençol que se usava pra dormir e que agora é um reservatório de ácaros... Quer saber? Hoje mesmo eu começo uma faxina na minha casa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Confesso:

Cansei de andar na contra-mão.
De hoje em diante, quero andar de mão dadas.

domingo, 23 de agosto de 2009

Meme

Eu procurei no google o que era meme - que me foi gentilmente indicado por Agatha - e encontrei umas definições muito estranhas. Sendo assim, achei melhor deixar a definição pra lá. Nós não precisamos saber a definição de tudo, afinal.
Dessa forma, apenas vou fazer - atrasado, mas vou - o que manda o tal meme-sem-definição. Não deve ser muito difícil, né?

• Selecionar 10 coisas que você ama [difícil seria selecionar pessoas. Não é que eu ame tanta gente assim, mas como as que eu não amo se sentiriam ao descobrir? Eu não sou falso, mas a minha educação muitas vezes é confundida simpatia ou afeto];
• Indicar o meme para 5 pessoas diferentes [difícil seria mandar o meme para 5 pessoas iguais, né?].

Bom, vamos lá.

1 - Cinema: eu sou um apaixonado pela sétima arte. Não precisa ser cinema propriamente dito, pode ser a sessão da tarde na TV, deitado no sofá, comendo pipoca e tomando cerveja. Eu gosto de assistir toda forma de filme, mesmo que o filme seja ruim, só pelo prazer de expor minha opinião crítica depois. Mas é claro que eu prefiro assistir filmes que eu gosto - os quais eu revejo milhões de vezes. Meu filme preferido tem cheiro de naftalina, mas é um espetáculo que vale a pena ser visto: Sunrise: A Song of Two Humans (ou Aurora, em português). E sim, eu sou um cara sentimental.

2 - Música: minha vida é uma jukebox, e a cada momento cabe uma música especial. Infelizmente, eu não sou muito eclético e nem muito nativista. Do Brasil, gosto de poucas coisas. Um pouco Chico Buarque, Caetano Veloso, Elis Regina... Mas em geral, gosto de bandas estrangeiras. Pra mim, a Inglaterra será sempre a mãe do Rock, mas seus filhos estão por todos os lados (Austrália, Canadá, EUA). Gosto de Rock em geral, metal clássico e de música erudita. Sim, eu sou um desses nerds que tem Mozart, Bach, Chopin e Brahms no iPod.

3 - Desenhos animados: para o desespero da minha mãe, eu esqueci de crescer nesse as aspecto. Quando eu era menor, eu fingia que estava doente para não ir pra aula e assistir os desenhos pela manhã no SBT. Cansada de ter que lidar com isso, ela me colocou para estudar a tarde. Não funcionou, eu sempre ligava com uma desculpa, pedindo para voltar antes pra casa... De jeito nenhum que eu ia perder os desenhos da manchete! Hoje me dia tenho gravado todos os episódios dos meus desenhos preferidos, só não assisto mais Cartoon Network porque esses desenhos novos são muito chatos. Pobres das crianças de hoje em dia!

4 - Silêncio: apesar de ter dito que cada momento na minha vida tem uma música especial, às vezes, a única música que eu quero ouvir é a do silêncio. Odeio quando minha casa está cheia de gente e fica aquela barulheira insuportável, e odeio quando o silêncio é quase absoluto e tem apenas uma torneira pingando, um alarme de um carro na rua, o telefone do vizinho tocando... essas coisas são muito irritantes. Gosto de dar um tempo sem zoada e ouvir apenas meus pensamentos.

5 - Tocar instrumentos: ouvir música é completamente diferente de fazer música. Nesse segundo, a sensação de prazer é indescritível. Atualmente eu toco Violão, Guitarra, Viola e Cello, mas tenho planos de aprender também Contra baixo e Piano. Faço conservatório e participo da orquestra sinfônica juvenil de Salvador e ainda estou esperando pelo dia em que vou realizar o sonho de ter uma banda de Rock (que vingue) para tocar na garagem da casa do meu avô, essas coisas.

6 - Cigarro: não faz bem, eu sei, não é preciso que ninguém me diga isso. E também não precisa dizer aquele velho "se você já conhece os males, porque não para?". Eu poderia dizer que é muito difícil parar, que o vício é grande demais. Mas não vou mentir. Eu até acho que se eu tentasse parar, não conseguiria, mas, sinceramente, eu não quero parar. Muito provavelmente vou me arrepender amargamente um dia por isso, mas por enquanto, eu amo o prazer que eu sinto ao fumar, principalmente quando estou muito tenso ou muito estressado com alguma coisa. É uma válvula de escape.

7 - Namorar: esse não podia faltar. E não é só porque a minha namorada vai ler isso, mas porque eu duvido que alguém ouse dizer que existe felicidade maior do que a que há em um amor correspondido. Tem gente que prefere ficar, tem gente que só fica por falta de opção, mas todo mundo que namora/já namorou, sabe que há uma grande diferença. Namorar não é apenas beijar na boca, não é só sexo ou qualquer outro contato físico; namorar é quando há uma sintonia mútua e um comprometimento de ambas as partes em tornar especial cada um dos momentos em que se passa junto.

8 - Dormir: pra mim é sagrado. Eu posso trocar o dia pela noite, mas em algum momento eu tenho que dormir. Eu tenho um sono muito pesado, o teto pode cair sobre mim que eu não sinto nada. Tem coisa melhor que dormir sem hora pra acordar? Ou melhor que acordar às 6hs da manhã, sabendo que tem que estar na aula dentro de 1 hora e meia, soltar um "foda-se" e voltar a dormir? Melhor que isso, só quando eu dormia nas aulas de português mesmo.

9 - Ler: não é tudo que eu gosto de ler. Odeio ler jornal, revista, ou qualquer coisa informativa. Mas não dispenso um bom livro. Assim como na música, eu prefiro a literatura estrangeira. Tenho um pouco de preconceito com livros infantis ou bobinhos, mas amo ler romances e ficções, principalmente quando são descritivos e bem amarrados. Gosto de livros científicos e filosóficos também, que falem sobre o universo ou sobre o ser humano como ser complexo e pensante.

10 - Viajar: por fim, gosto de viajar. Eu só tirei minha carteira de motorista o ano passado, e ainda preciso esperar um ano para poder dirigir em estrada, mas tenho muita vontade de sair pelo mundo, dirigindo sem um rumo certo, parando em hotéis de beira de estada e conhecendo belezas escondidas que não estão no top 10 dos guias turísticos. Mas enquanto isso não acontece, me contento com uma ou outra viagem de avião. Às vezes eu aprecio mais a viagem em si, do que o lugar de destino. Gosto da sensação de entre o "de onde eu vim" e o "pra onde eu vou", gosto de estar "lá" sem pertencer.

Ps: só pra esclarecer, essa lista não está em ordem de preferência. Gosto é algo muito dinâmico... Hoje eu posso amar mais namorar do que fumar, amanhã, se o namoro me der dor de cabeça, ou posso achar que fumar é bem mais prazeroso.
Ps²: eu sei que eu poderia ter apenas citado as coisas que eu gosto, mas quis falar um pouco sobre elas.

A segunda parte do meme agora:

Indico o meme para Cadu, André, Andressa, Marina e Natália.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Deletei o meu orkut

Há 5 anos atrás, me apresentaram o orkut. A princípio eu pensei: "que coisa chata". Porque eu conversaria por recados se podia conversar pelo MSN? E foi pensando assim que eu decidi que não faria esse tal de orkut.
Mas o tempo passou, e no colégio todo mundo que eu conhecia, após poucos minutos de conversa desinteressante, vinha com a mesma pergunta: "qual o seu orkut?" - percebam que a pergunta não era se eu tinha orkut, porque as pessoas já pressupunham que eu tinha um orkut. "Quem é o anti-social que não tem orkut?". Até os professores começaram a passar o orkut deles nas aulas, dizendo que era um instrumendo facilitador, e que os alunos poderiam mandar suas dúvidas pro scraps.
Foi então que eu, após resistir por 2 longos à essa epidemia, decidi me render. Fui lá e fiz o orkut. Agora eu já não achava tão chato assim... Eu podia ver quem visitava meu perfil, podia ver as fotos do pessoal e até me divertia em algumas comunidades. Minha primeira comunidade foi: "nunca terminei uma borracha". Eu nunca terminei uma borracha de fato, e fiquei boquiaberto ao ver que mais 25 mil pessoas também nunca tinham terminado uma borracha! Foi então que eu me empolguei. Pedi o orkut de todos os meus contatos do MSN, incentivei meus amigos mais undergrounds a fazer, e até conheci umas meninas por uma comunidade de timidez. Quer dizer, foi através dessa comunidade que eu descobri que minha timidez podia não ser assim tão ruim.
Mas um belo dia, quando eu fui tomar café na frente do computador - coisa que costumava fazer com muita frequência -, o meu orkut não entrou. Deu erro! Eu tentei novamente, e de novo e de novo, e nada. Mais tarde, indignado porque tinha deixado usn 20 scraps sem responder na noite anterior, eu vi que tinha recebido um e-mail do orkut, dizendo que eu tinha violado uns termos do orkut, e que tinha conteúdo adulto e impróprio no meu perfil. Aí sim eu fiquei indignado! Eu tinha umas comunidades como "sempre quis tirar uma calcinha com a boca", mas fora isso, meu orkut era completamente inocente.
Com tanta indignação, eu decidi que não faria orkut novamente. Mudei pro Myspace. O problema é que eu não conhecia ninguém que tinha Myspace, e essa vez não fui bem sucedido em convencer meus amigos undergrounds a migrar de site de relacionamento comigo; até porque o Myspace tinha uma fama de ser vício de emo. Eu ainda passei algum tempo no Myspace... O acesso à música era legal e eu tinha encontrado algumas amigas que tinham também. Mas não durou. Logo eu me rendi novamente e voltei para o orkut. Só que dessa vez eu não tive paciência para sair procurando amigos nos amigos dos amigos meus, e as pessoas não me mandavam mais depoimentos legais, porque já tinham mandado antes e tinha sido deletado. Ficava naquela de "não tá no orkut, mas tá no coração". Eu também não tive paciência pra entrar em comunidades, e nem tinha coragem de colocar fotos. Tem coisa mais desagradável que encher um album de fotos no espelho, segurando a máquina? Isso sim é coisa de emo. Além do mais, eu não sou lá essas belezas todas pra ficar me expondo por aí. Já basta isso de poderem me marcar nas fotos, nas quais eu geralmente estou muito feio, porque foto com outras pessoas é uma merda, né? Cada um olha pra si, tá bonito pronto, põe no orkut. Não importa se o cara do lado ta pelado ou com cara de quasimodo.
Bom, mas semana passada, refletindo sobre como o orkut não era mais legal como antes, eu decidi deletá-lo. Disse a minha namorada que ia deletar, mas que ia fazer um profile fake pra ficar vigiando os scraps dela, claro. Ou ela achava que eu ia deixar meu território assim descoberto? Então, com um pouco de pena eu fui lá e deletei o orkut. Apareceu um recado "pode levar até 24 horas para o orkut ser deletado completamente". Eu suspirei e desliguei o pc. Estava acabado. No outro dia, só pra ter certeza eu fui olhar se o profile tinha sumido. E o que aconteceu? Ele estava lá! Como se nunca tivesse deletado. Eu achei que tinha feito algo errado e deletei de novo, depois de passar um tempo refletindo se aquela não teria sido uma segunda chance do destino. Refleti, refleti e concluí que não, orkut não tem nada a ver com destino. Deletei. No outro dia quando fui ver: lá estava ele, de novo. Deletei mais uma vez - dessa vez eu já estava psicologicamente preparado. No outro dia... PORRA! O orkut é imortal? É fenix? Renasce das cinzas? Eu já não aguentava mais deletar o orkut.
Revoltado, eu deletei amigo por amigo - vocês tem noção do trabalho que isso dá? -, deletei depoimentos, fotos, comunidades (esses três últimos não eram muitos), deletei a foto do perfil e deixei só um "M." no nome. E depois de todo esse trabalho, eu descobri que eu poderia clicar na opção "remover todos os amigos".
Sinceramente, meus amigos anti-sociais estavam certos: o orkut é do demo!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

À palo seco

Ontem quando eu voltei pra casa, estava uma confusão na portaria. Havia um carro da polícia estacionado em frente ao prédio e dois oficiais em pé: um pagando de segurança e o outro com um bloco de anotações na mão. Eu fiquei curioso, mas pra não ser inconveniente, eu segui o meu caminho normalmente, como se nem tivesse notado toda aquela estranha movimentação.
Quando eu subi, obviamente, vieram me contar o acontecido. A primeira a falar foi a empregada, que adora uma fofoca. Depois foi minha mãe, que acha "fofoqueira" um termo muito vulgar, e se auto-denomina como "portadora de informações privilegiadas". Elas disseram que o filho mais novo do vizinho do terceiro andar tinha fugido de casa. Disseram isso arregalando os olhos, como se fosse um absurdo. Mas eu ouvi aquilo e fiquei triste. Não por preocupação com os pais do garoto, nem mesmo com o garoto que, segundo minha mãe, estava solto nesse mundo perigoso. Eu fiquei triste porque eu sempre tive o sonho de fugir de casa, mas nunca tive realmente coragem para consumar esse sonho. Teve uma vez que eu cheguei até a juntar uma trouxa de roupas; estava decidido em partir para onde o destino quisesse me levar... Tinha decidido que passaria na casa de um amigo e o convenceria de que a nossa vida era uma mentira, de que tanto comodismo não podia ser real, e que provavelmente existia uma outra vida além da "matrix" em que vivíamos. Mas, se me lembro bem, minha mãe trouxe pizza de calabresa para o jantar - eu simplesmente amo pizza de calabresa -, e foi aí que desisti da minha mais bem sucedida tentativa de fugir de casa.
Hoje, quando eu vejo em filmes crianças fugindo de casa porque pensam que suas vidas são uma "merda", eu penso no que teria acontecido se eu tivesse chegado a fugir. Eu teria deixado um bilhete pra minha mãe:
"Mãe, serei sempre grato por tudo que você fez por mim, mas você sabe que, depois que cresce, o filho vira passarinho e quer voar. Um abraço do seu passarinho filho"
Ou quem sabe eu teria sido mais dramático:
"Mãe, fui embora desse inferno. Por favor, não tente me encontrar"
Eu ficava pensando se minha mãe sentiria minha falta, ou se ela agradeceria por não ter mais que mandar eu desligar o vídeo game de madrugada, por não ter mais que gastar dinheiro consertando minha bicicleta, e por não ter que receber reclamações da diretora do colégio dizendo que eu não fazia as lições.
No ano passado eu saí de casa (pacificamente), passei a morar com dois amigos, e eu descobri que a matrix continuou a mesma, só que com outro endereço. Eu pensei: agora é definitivo, vou viver uma vida independente. Mas o mundo dá voltas, e eu estou de volta à casa da "mamãe". Acho que vou aproveitar para fugir de casa agora, só pela experiência. Será que o filho do vizinho do terceiro andar está precisando de um parceiro?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Enjoy the silence!

Acho que eu estou começando a descobrir porque as pessoas gostam tanto de ter blog. É bem mais fácil falar as coisas em silêncio.

Desde o meu único último post eu fiquei pensando sobre o que escreveria no próximo. Fiquei vagando de blog em blog (e encontrei alguns muito bons!) e percebi que não preciso de um assunto específico. É como a "estranha" de São Paulo disse: basta escrever a primeira frase que a gente se liberta, e todo o trabalho fica por conta dos dedos. No caso específico de hoje, os dedos e os olhos, porque estou usando o notebook, e eu nunca sei decorado onde são as teclas, principalmente quando são teclas de acentos - elas parecem que se escondem. Mas essa minha dificuldade de adaptação com as coisas novas não se aplica apenas nos teclados. Eu odeio quebrar paradigmas! Gosto de ter uma rotina, gosto de seguir horários, gosto de planejar e acordar sabendo exatamente o que tenho que fazer no dia. É claro que isso dificilmente acontece; a vida é cheia de surpresas, imprevistos, e por mais que a gente trace uma reta única para seguir, sempre acabamos pegando alguns atalhos, entrando em algumas esquinas erradas.
No entanto, apesar de saber que isso nem sempre é possível, eu gosto de me sentir no controle, e as vezes irrito as pessoas com essa minha mania. Por exemplo, quando digo que vou estudar, eu realmente estudo, independente de quantos amigos venham me chamar para sair, ou de quantas meninas fiquem peladas na minha frente (não que isso aconteça muito sistematicamente*). Assim como quando eu digo que vou "curtir", eu acabo encontrando alguma forma de curtição para me envolver, mesmo que esteja chuvendo canivetes ou que haja um grupo terrorista ameaçando explodir uma bomba se alguém sair de casa. E se eu for pensar direito, deve ser muito chato para quem convive comigo o fato de eu ser assim tão inflexível. Talvez eu tente mudar, quem sabe...

*tradução: não acontece nunca.

Ouvindo: Slipknot - Psychosocial


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Breve (não tão breve) introdução.

Ter blog tá na moda, por isso eu fiz um. Não que eu seja do tipo que segue modas, mas quando você vê tanta gente se expressando pelas páginas da internet, você se pergunta porque elas fazem aquilo. E é por isso que eu estou aqui hoje, escrevendo. Para descobrir essa resposta...

Bom, eu não tenho teses filosóficas para questionar, nem escrevo histórias, nem sei rimar, então não espero que eu tenha mais de um ou dois leitores, amigos de amigos meus, porque os amigos mais próximos mesmo têm initmidade o bastante pra dizer que não vão perder tempo lendo/comentando coisas que eu escrevo, quando já têm que me ouvir falar diariamente. Não que eu fale tanto assim... eu na verdade sou bem calado. Acho que uma boa música vale mais que mil palavras inseguras e gaguejadas; por isso eu só falo quando sei exatamente o que quero dizer, muitas vezes depois de repassar mentalmente (um trilhão de vezes) tudo que vai ser dito. Claro que não faço isso com todo mundo... tem gente que faz eu me sentir suficientemente a vontade para falar besteiras, blasfemar e até fazer piadas! em geral, pessoas desconhecidas. Hoje, por exemplo, eu conheci uma desconhecida, e falei mais com ela do que com os outros 28 contatos conhecidos que estavam online no meu msn. Não pensem em mim como um anti-social esquisitão; eu apenas vejo aquelas pessoas todos os dias, e achei interessante falar com alguém que eu nunca vejo. Mas falando sério, não é estranho que eu vá perdendo a espontaneidade com a convivência? Pra muitos não faz sentido, até porque o mais normal é você se sentir bem com aqueles que te conhecem mais a fundo. Mas comigo é diferente. Parece que quando eu sei que a outra pessoa me conhece bem, imagino que ela tenha sempre expectativas sobre o que eu vou dizer/fazer/pensar e fico sempre apreensivo, pensando se vou decepcioná-la, surpreendê-la ou ser simplesmente indiferente. A ultima opção é a que mais me incomoda. Sabe aquele ditado? Falem bem, falem mal, mas falem de mim. É sério, pode parecer loucura, mas pior que ser zoado ou rebaixado por todo mundo, é ser invisível. Eu já fui invisível um dia. Sabe aquela sensação de que podem sentar no seu colo a qualquer hora porque pensam que o banco está vazio? É, eu já senti. E acreditem, é uma merda. Mas felizmente passou, foi uma ferida que eu coloquei sal - ardeu e curou. Hoje em dia eu dificilmente passo despercebido por algum lugar... Talvez por causa da música que eu toco, pelas roupas que eu uso, pelo meu cabelo bagunçado, ou simplesmente porque meu nariz é grande demais. De todo modo, não faz diferença. Estou feliz por ser alguém. Alguém com uma namorada, apropósito (eu tinha prometido mencionar ela no post! heueheuehue).